Para falarmos de Redes Sociais, primeiramente precisamos entender os conceitos: Rede Social e Mídia Social. Isso porque frequentemente são usadas de forma errônea, muitas vezes com tal eloquência que convencem seus leitores a conhecerem o mundo das redes e mídias sociais de forma equivocada:
Uma Rede Social nada mais é do que um conjunto de pessoas ou organizações que se relacionam entre sí, que interagem, que compartilham idéias, conectadas por um ou vários tipos de objetivos em comum como por exemplo: ex-alunos do primário, torcedores do mesmo time de futebol, casais que saem as noites para jantar, etc. Portanto, o termo "redes sociais" é um velho termo bastante conhecido dos sociólogos e antropólogos quando o assunto é interação pura e simples do nosso dia-a-dia. Sua análise, muito complexa (diga-se de passagem), renderia um site inteiro.
Não iremos nos aprofundar aqui todos os termos, conceitos e definições da sociologia que estuda as "redes sociais", apenas entender seu funcionamento e claro, seu conceito primário.
As pessoas ou organizações, ao se relacionarem com outras, criam uma conexão. A cada novo relacionamento, uma nova conexão é criada e a cada rompimento de relacionamento, uma conexão é apagada. Como mantemos vários relacionamentos, é formado uma rede característica para cada perfil. Há diversos modelos de conexões de relacionamentos e cada qual com seu nome e explicação. O importante para nós simples mortais (não sociólogos) é entender esse novo estilo de vida que funde nossos relacionamentos "da vida real" com os "da vida virtual". Também é importante mencionar que não se trata de níveis hierárquicos e sim relacionamentos.
• Possibilita relacionamentos interpessoais;
• Agilidade para novos relacionamentos;
• Não se trata de relacionamentos hierárquicos (no trabalho);
• Habilidade para fazer e desfazer relacionamentos rapidamente;
• Existência (sempre) de objetivos em comum,
• Mobilização social
• Fortalecimento da sociedade civíl.
Uma Mídia Social nada mais é do que uma ferramenta ou sistema online criado especificamente para facilitar e agilizar uma interação. Essa interação pode ser na forma de textos, fotos, vídeos, áudios, apresentações, gráficos, notícias ou várias dessas atividades ao mesmo tempo. Há de mencionar também que antigamente, tínhamos a internet 1.0 que eram sites que apresentavam seus conteúdos e ponto final. Com o advento da internet 2.0 que prevalecia a interatividade entre os proprietários dos sites e seus visitantes, nasceu o conceito da criação colaborativa, onde qualquer indivíduo poderia adicionar no todo e este tornar-se mais completo e principalmente, mais interessante.
A ferramenta em sí é a mesma para todos, porém, ao utilizarmos os sistemas, adicionamos a nossa visão do mundo, impomos o nosso ponto de vista, expomos nossas frustrações e incertezas, bem como perspectivas e sonhos do futuro, portanto, esse compartilhamento de conteúdo, mesmo que utilizado a mesma ferramenta, é feito de forma diferente, pessoa a pessoa. Uma ferramenta própria para fotos, apresenta a sensibilidade de cada fotógrafo, seja amador ou profissional. Ferramentas de textos e vídeos, além da diferença profissional do autor, conta ainda com a sensilbilidade e humor no momento da execução e é isso que torna as mídias sociais uma ferramenta tão interessante, pois é através de seus vários formatos (texto, foto, vídeo e áudio) que podemos entender um pouco mais sobre a mentalidade das pessoas e organizações que estão ao nosso redor.
• Nascimento com a internet 2.0;
• Interatividade e colaboração;
• Uso da tecnologia para interação social;
• Produção de conteúdo de forma descentralizada;
• Produção de conteúdo sem controle unilateral;
• Produção de muitos para muitos;
O importante é entender que você vive interagindo (sua vida inteira) com amigos e conhecidos e essa interatividade gera as redes sociais. Assim que vislumbraram que para deixar sites mais interessantes era preciso criar interação com os usuários, foram criadas ferramentas que proporcionavam a geração de conteúdos por qualquer um e que ficavam a disposição de quem quizesse lê-lo. Ao gerar conteúdo sobre o conteúdo de terceiros, nascia a interatividade virtual, o conteúdo compartilhado, ou compartilhamento colaborativo que hoje é vulgarmente chamado de rede social, da mesma forma que Coca-Cola virou sinônimo de refrigerante e Gillete virou todos os modelos de lâminas de barbear. É muito importante também entender o caráter tecnológico e revolucionário que as mídias sociais trouxeram ao nosso cotidiano, onde fez as pessoas mudarem seus comportamentos e as empresas suas posturas.
Cabe a você ter sensibilidade para, ao ler uma matéria, artigo ou notícia, saber sobre o que o autor se refere e se está utilizando o termo corretamente.
Finalmente, devemos entender a busca incansável dos criadores dessas ferramentas para transformar-se em "in" e efetivamente cair no gosto popular. Todos os dias novas ferramentas são lançadas, inventadas e repaginadas. Por exemplo, o MSN foi criado e é líder entre os IM. Uma de suas funcionalidades, permite ao proprietário adicionar uma frase onde expõe um pensamento ou humor diário. É dessa funcionalidade que surgiu o Twitter, denominado micro-blog. De uma ferramenta de interação entre os alunos da mesma universidade que caiu no gosto dos alunos e correu o mundo que nasceu o Facebook. Os Blogs e Fóruns possuem as mesmas características de comentários e avaliação dos conteúdos. Enfim, muito provavelmente daqui a 6 meses teremos mídias sociais que nem existiam e todos os dias, novas redes sociais virtuais estão sendo lançadas.
Algumas empresas estão enchergando novas possibilidades comerciais e de marketing e se lançam nesse novo mundo. Outras ainda receosas e mal preparadas deixam de entender os conceitos primários das redes e mídias sociais e vão ficando para trás. Há de se entender que esse processo não tem mais volta. Ele sim é mutável e todos os dias é aprimorado, porém, a interação não morrerá. A falta de controle não mais morrerá. A consciência social não mais morrerá. Ou seja, temos a mão, uma infinidade de tecnologias diferentes onde criamos conteúdos e publicamos na internet. A partir desse ponto, perdemos totalmente o controle do que irá acontecer: se será visto por 100 pessoas ou milhares, se receberá comentários, se esses comentários serão inteligentes ou estúpidos, a favor ou contra, maldosos ou elogiosos.
As grandes corporações tem utilizado de várias formas diferentes as mídias sociais. Ou para divulgação, atendimento ao cliente, marketing ou fidelização. Nota-se claramente o medo da falta de controle sobre seus nomes, marcas e produtos paralizar processos que já deveríam estar a todo vapor. Jornal, rádio e tv possuem conteúdos finitos, ou seja, seus editores decidem, publicam e pronto. As mídias sociais são infinitas pois um conteúdo publicado hoje pode não morrer amanhã no próximo post, anúncio, exemplar ou edição. Ele simplesmente pode vingar mais de 2 meses, sendo falado, comentado, discutido e "despenado" em todos seus detalhes.
O que algumas empresas entendem como problema, entendemos como grande vantagem competitiva, principalmente para as empresas que saírem na frente de suas concorrentes. Vimos o Boninho publicar em seu Twitter detalhes sobre as últimas edições do BBB exclusivamente para gerar espectativa e esta, audiência (puro marketing). Vemos a Editora Abril com sites de suas revistas, trazendo seus colunistas para Blogs internos, aproveitando mais uma geração de conteúdo. Claramente o Luciano Huck criou seu perfil no Facebook para fomentar seus quadros do Calderão do Huck na Globo e a Dell publicando no Twitter e Facebook seus lançamentos e promoções, porém, nenhuma das grandes corporações usam as mídias sociais em todas as suas instâncias, diferentemente das médias e pequenas empresas que, amparadas por profissionais terceirizados, abrem canais de promoção sim, mas também ouvidorias, SACs, divulgação, SMO e SEO.
Os custos de publicação tendem a zero, o que significa que qualquer pessoa ou organização pode gerar conteúdos, divulgar idéias e influenciar pessoas, antes somente nas mãos das grandes empresas de mídia como jornais, rádios e tv, acarretando uma mudança cultural e estrutural do poder da informação. Essa liberdade de comunicação é o grande motor das mídias sociais que aliada a audiência que um bom conteúdo pode oferecer, torna seu proprietário bastante poderoso. Ou seja, todo o investimento e anos seguidos de trabalhos que os donos da Abril e Rede Globo suaram para conseguir, um indivíduo ou corporação inteligente e cercado de bons profissionais pode conseguir em pouquíssimo tempo e investimento baixo, apenas utilizando as redes sociais.
Uma vez publicado um tema, foto, promoção ou idéia, será o público que criará o conteúdo, através de seus comentários. Quanto mais eficiente for sua organização, menor será os riscos de maus comentários. Quanto mais prestativa for sua organização, maior o número de elogios e quanto mais elogios, mais indivíduos serão "convencidos" por terceiros que sua empresa é boa, que seu produto vale a pena que seus serviços são confiáveis. Todo dia alguém achará seus conteúdos nas diversas mídias sociais ao visitarem suas próprias redes sociais. Entenderam essa frase? Explico melhor: Ao navegar por uma rede social onde se encontram seus amigos, um deles também pertence a minha rede social. Ao visitar a mídia social desse nosso amigo em comum, você poderá se deparar com um conteúdo meu que lhe interesse tanto ao ponto de querer-me em sua própria rede social. Pronto, acabei de "colher" mais um adepto as minhas idéias ou meus produtos e serviços "acharam" mais um possível cliente/amigo/prospect/fornecedor/comprador/etc. Esse fenômeno acorre a cada instante e as redes não param de crescer. Por isso, quanto mais pessoas seguirem você, mais visto será, mais achado será, mais seguido será! Claro que mais visto e achado sim você será, mas mais seguido apenas se tiver conteúdo interessante. Daí a necessidade de se amparar em profissionais habilitados para não perder uma visita se quer em seu perfil.
Não há uma faculdade que forme profissionais em redes sociais. Claro que as boas universidades já estão se mexendo, sejam cadeiras de arquitetos de informação, TI, marketing, humanas e vários outros cursos, entretanto, a experiência e prática nesse meio tem formado grandes players. Há empresas que contratam colaboradores para cuidarem exclusivamente de suas mídias sociais e há empresas que terceirizam. Se pudermos dar uma dica ou melhor, se nossa dica valer de alguma coisa, tanto faz se contratem ou terceirizem esse profissional, mas fundamentalmente, não façam mal feito ou pela metade. Não aproveitem o "filho do patrão" apenas porque ele é o "filho do patrão" e tem Twitter e Facebook. O perfil desse profissional pode ter tendências mais administrativas ou comerciais, mas obrigatoriamente tem que entender um pouco de tudo. Tem que conhecer as várias mídias sociais, para qual finalidade cada qual foi criada. Qual tipo de público-alvo navega em qual mídia social e sempre, absolutamente sempre tentar engajar a participação e não somente postar conteúdos e pronto. Se você encontrar alguém que seja meio marketeiro e meio comercial; meio gerente de projeto (cabeça pensante e pró-ativo) e meio "fuçador", ou seja, aquele que se mete, que busca, que está antenado, que vai atrás de novidades sempre, agarre-o com unhas e dentes pois este será seu mão direita no mundo virtual das redes sociais.
Por último, as mídias sociais podem e devem ser usadas como divulgação mesmo. Utilizando técnicas de SMO, seu site poderá receber maior visibilidade e consequentemente, mais visitantes. Ser entendido como mais relevante ainda e ser postado mais no topo dos resultados do Google. E ao criar conteúdos inteligente, potencial e interessante em seu meio, ele poderá ser compartilhado por uma pessoa numa rede social, visto por outros que também o compartilhe e assim, gerando mais visibilidade. Este conteúdo será espalhado e popularizado.
As mídias sociais possuem diversas propriedades. Umas visam apenas a comunicação, outras "solicitam" comentários e colaboração efetiva e outras ainda visam apenas o entretenimento propriamente dito. O importante é saber que não importa o seu tipo, todas, absolutamente todas ganham vida própria se alimentadas pelos usuários e os conteúdos são sempre criados pelo público em geral. Quanto mais participativo, maior sua força:
Elaboramos três apresentações que ilustram de forma simples esse novo ambiente tão fundamental nos dias de hoje, separados em:
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